02/04/2009
A aproximação do início da safra nas usinas da região já está provocando reflexos no preço do álcool combustível. Praticamente todos os postos revendedores de Penápolis, para a alegria dos proprietários de veículos que utilizam este tipo de combustível, já apresentavam os valores em média R$ 0,10 a menos que era comercializado até recentemente. O produto era encontrado ontem nas bombas com preço em torno de R$ 1,18, contra os R$ 1,28 que era praticado até recentemente. Já a gasolina variava com valores superiores a R$ 2,43, o que torna o preço do combustível verde bastante atraente. Como as duas principais usinas da Comarca, a Campestre, em Penápolis, e a Diana, em Avanhandava, a exemplo de outras espalhadas em todo o Estado, já confirmaram a data para o início da safra deste ano, a tendência é de que o preço despenque ainda mais nas bombas dos postos revendedores de combustível. Na Diana, segundo informações colhidas ontem na empresa, a previsão é que os trabalhos para a nova safra tenham início dia 15, uma quarta-feira. Por tradição, um encontro ecumênico dá a largada oficial para um ano de muito serviço. Já a Usina Campestre, uma das mais antigas de São Paulo, que este ano completará 63 anos de existência, o início deverá ocorrer no dia 14. Uma missa, a exemplo dos anos anteriores, está prevista para ocorrer na empresa. Juntas as duas empresas irão oferecer milhares de empregos, tanto diretos, como indiretamente.
Preferência
O álcool hidratado, devido ao preço que atualmente é comercializado, está tendo a preferência da maioria dos proprietários de veículos. A entrada no mercado dos motores bicombustíveis, que utilizam tanto álcool, como gasolina, ou os dois juntos em qualquer proporção, está ajudando o mercado do combustível chamado de ecologicamente correto. Além dos carros, também o segmento de motos está migrando para esta tendência com o lançamento recentemente da Honda Titan 150 que, além do sistema de injeção de combustível, também apresenta o motor flexível para rodar com os dois combustíveis. O preço baixo também faz com que muitos proprietários de veículos a gasolina procurem as oficiais para transformarem os motores para que possam utilizar o álcool. Já os carros equipados com injeção eletrônica, mesmo saindo de fábrica com a recomendação para utilizar apenas gasolina, muitos proprietários optam por ‘batizarem’ o combustível original no momento do abastecimento, acrescentando o álcool. A mistura é chamada de rabo-de-galo, em alusão a bebida típica oferecida em bares. (SRF)
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