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Diário de Penápolis

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05/04/2009

Casal tira sustento na fabricação de pamonhas há 20 anos

Casal tira sustento na fabricação de pamonhas há 20 anos

Um grande número de penapolenses ao transitar pela avenida Rui Barbosa, mais precisamente próximo a Feira Livre, com certeza já parou algumas vezes para experimentar as famosas e tradicionais pamonhas doces e salgadas e o cural feitos pelo casal simpático Dercília Tavares, 51 anos, mais conhecida como Dona Nena e seu marido José da Silva, 60. No entanto, muitos desconhecem os desafios que já enfrentaram durante estes 20 anos que preparam os alimentos e como conseguiram ganhar o carinho e prestígio de seus clientes. Há três anos, o casal possui um ponto na Feira Livre, chamado “Ki-Pamonha”, onde permanece de segunda a sábado das 09h30 às 16h30. Dona Nena disse que iniciou na atividade por extrema necessidade, pois vendia verduras aos domingos e os negócios não estavam indo bem. “Como sempre tive a idéia de fazer pamonhas e pela necessidade que estávamos passando, decidi de imediato começar”, comenta. Antes de montarem a barraca, e o esposo e uma de suas filhas vendiam o produto em domicílio. Em 2004, a produção de pamonhas foi interrompida já que Dona Nena arrumou emprego numa fábrica. “Permaneci por três anos na empresa, mas depois optei em sair porque queria voltar a fazer o que mais gosto que é a fabricação de pamonhas”, admite. Mesmo trabalhando na fábrica, a penapolense afirma que levantava mais cedo e preparava algumas unidades para vender aos companheiros de trabalho.

Preparação
Dona Nena revelou que a fabricação de pamonha começa às 04h30 com a limpeza  do milho. No preparo da massa ela usa leite e manteiga ao invés de água, que na visão dela realçam o sabor. “Vale lembrar que a pamonha embalada na palha do milho conserva por um bom tempo e aumenta ainda mais seu gosto”, garante. O tempo de preparação, tanto do cural como da pamonha é de duas horas. Dona Nena termina a produção por volta das 08h30 e em seguida se dirige até sua barraca, iniciando o atendimento as 09h30. “As vezes os clientes ligam em casa perguntando se vou demorar para chegar a feira para estarem indo lá comprar os produtos”, cita. Além dos fregueses de Penápolis, a comerciante possui clientes de outras cidades da região e até mesmo de São Paulo. O que mais chateia Dona Nena é quando clientes se dirigem no final da tarde a barraca e não encontram mais nada. “Em alguns dias os produtos acabam em poucas horas”, afirmou. Sobre o segredo de tanto sucesso há mais de 20 anos, o casal se diz orgulhoso pelo trabalho, visto que com o lucro que tem nas vendas, consegue pagar as despesas familiares, em especial o aluguel da casa em que residem. “Durante todo este tempo, graças a Deus nunca ficamos preocupados com as vendas, pois desde o começo a população nos deu este voto de confiança”, ressalta José da Silva. Durante o ano, o casal é contratado, em especial na época de junho, onde acontecem as Festas Juninas, para estar fazendo os produtos alimentícios que serão vendidos. “Enquanto eu tiver saúde, estarei fazendo com muito amor as pamonhas, me dedicando ao máximo, embora seja trabalhoso, a recompensa que tenho é fazer novas amizades e ter o reconhecimento da comunidade”, finalizou Dona Nena. (IA)

Foto: O casal trabalha há mais de 20 anos na confecção de pamonhas


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