02/10/2009
A sindicalista Maria Auxiliadora dos Santos, presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Instrumentos Musicais e de Brinquedos do Estado de São Paulo, apontou ontem, durante um protesto de funcionários da Pevi, que entraram recentemente em greve, uma série de supostas irregularidades na empresa. Os problemas, segundo ela, estariam ocorrendo na Pevi Indústria e Comércio de Plástico Ltda e Ivep Indústria Vanguarda Embalagens Personalizadas, ambas instaladas na avenida Liberdade, na Vila Planalto, em Penápolis e pertencentes ao mesmo proprietário. Além de Maria Auxiliadora, outros sindicalistas acompanhavam os funcionários na tentativa de solucionar os problemas. Maria Auxiliadora prometeu que irá denunciar as supostas irregularidades junto ao Ministério do Trabalho caso a direção da empresa não ofereça uma solução. Maria e uma comissão de trabalhadores foram recebidas pela direção da empresa para tentar um acordo. “A negociação é o melhor negócio neste momento”, declarava à sindicalista através do sistema de som instalado em um veículo estacionado defronte a empresa até momentos antes da permissão para que adentrasse ao prédio. A princípio o proprietário pediu um prazo até terça-feira, quando promete uma solução para o impasse. Hoje os sindicalistas farão uma assembléia com os funcionários em greve para que decidam se acatam ou não a proposta.
Gravidade
Maria Auxiliadora comparou a situação dos funcionários com uma escravidão. “A empresa não paga em dia (alguns funcionários relatavam que estavam há quatro meses sem receber salários, enquanto que a maioria, a três), não paga horas extras, não fornece cestas básicas e não cumpre o piso salarial”, afirmou a sindicalista dentre uma série de irregularidades que ela prometia apresentar aos órgãos competentes na tentativa de encontrar uma solução. Através do equipamento de som ela conclamava os funcionários, que estavam em serviço naquele momento, que abandonassem seus postos e se unissem a vários outros que optaram por cruzarem os braços em busca de uma solução do problema. Dentre as funcionárias em greve estava Roseli Pereira Martins, que afirmava trabalhar na Pevi há 11 anos e que estava sem receber a pelo menos dois meses. Ela aguardava uma posição da direção. A reportagem tentou ouvir os representantes da empresa, mas a informação até o fechamento desta edição era de que o proprietário não se encontrava na indústria e que seu representante direto estava reunido com os sindicalistas. (SRF)
Foto: Funcionários que aderiram a paralisação em protesto defronte da empresa
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