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Diário de Penápolis

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06/08/2010

Produtores se entusiasmam com olericultura orgânica

Produtores se entusiasmam com olericultura orgânica

O Sindicato Rural de Penápolis reúne 20 produtores penapolenses na propriedade da produtora Leiliane Carvalho de Moraes Bassetto, no bairro Córrego dos Pintos. Eles participam do curso de Olericultura Orgânica oferecido pelo Senar/SP (Serviço Nacional de Aprendizagem Rural). A novidade de produzir somente com recursos naturais, sem agredir o meio ambiente, garantindo a saúde de quem consume o alimento e ainda obter bons rendimentos, tem entusiasmado os participantes. Todo o conhecimento do curso é transmitido pelo engenheiro agrônomo Renato de Souza Pully. Ele explica que a garantia da produção orgânica é a qualidade de vida da pessoa e a preservação do meio ambiente, além de ser um produto diferenciado para o mercado consumidor. “É um mercado em expansão a ser explorado no agronegócio brasileiro”, completa Renato. Leiliane pretende comercializar a produção da sua horta no comércio em geral e para a merenda escolar dos municípios. “A própria vizinhança também vai consumir. O orgânico é vantajoso por que faz bem à saúde e o único custo que tive foi de cercar a horta para que minhas galinhas não invadissem.” Agora, o Sítio Esperança, que cedia o curso e é administrado pela família de Leiliane, tem os 12 alqueires divididos para a pecuária de leite, a olericultura e pequena parte de cana-de-açúcar. Sua propriedade vai herdar a horta usada comunitariamente no curso que termina em outubro. São oito módulos, cada um composto por duas etapas mensais de 16 horas no total. A base de toda a formação é a compostagem. “A importância e facilidade em não liberar o esterco diretamente no solo, fazendo a compostagem dele – mistura – com restos vegetais, como as folhas secas”, explica o engenheiro agrônomo. Renato é instrutor do Senar há 10 anos. Ele divide o curso em: preparo de solo, compostagem, produção de mudas em viveiro, plantio, tratos culturais (manutenção e adubo), controle natural de pragas e doenças, colheita e beneficiamento, comercialização e custo de produção. A horta na propriedade foi preparada em um espaço de 300 metros quadrados, formada por 12 canteiros de 10 metros quadrados cada e três sulcos. Nela são produzidos alface lisa, crespa e americana, cheiro verde, almeirão, cenoura, beterraba, rabanete, rúcula, pepino, couve flor e brócolis. (Assessoria de Imprensa/SIRP)

Foto: Produtores fazem compostagem de esterco animal e restos vegetais


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