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Diário de Penápolis

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22/03/2014

20 presos da cadeia de Penápolis vão para CDP de Rio Preto

Imagem/Hamilton Pavam - Diario da Regiao 20/3/2014 20 presos da cadeia de Penápolis vão para CDP de Rio Preto Policiais Civil conversam com agentes penitenciários do CDP de Rio Preto na tentativa de entrar nas unidades com presos para transferência

DA REPORTAGEM

A Polícia Civil de Penápolis iniciou na quinta-feira (20) as transferências dos presos da Cadeia Pública local para penitenciárias da região. A medida foi necessária, para cumprir a determinação emitida pelo corregedor da Cadeia Pública, Luciano Brunetto Beltran, pois o prédio estava superlotado. A Cadeia estava com 91 presos, sendo 85 adultos e seis adolescentes, e sua capacidade é de 30 presidiários. O ofício emitido na tarde de quarta-feira (19) determinava que as transferências, deveriam ser realizadas em até 12 horas. No entanto, o delegado Seccional de Araçatuba, Nelson Babosa Filho, entrou em contato com o corregedor pedindo para que o prazo fosse alterado para cinco dias, o que foi aceito. A superlotação da Cadeia Pública de Penápolis tem haver com a greve dos agentes penitenciários que atinge todo o Estado de São Paulo iniciado em 10 de março. Isso porque com a impedição dos agentes de serem realizadas transferências de presos, bem como receber novos detentos nas penitenciárias, a Cadeia de Penápolis ficou sem opção de envio de seus detentos, ocorrendo um acúmulo nas celas. A transferência de 20 presos da Cadeia Local para o Centro de Detenção Provisória (CDP) de São José do Rio Preto, não ocorreu de forma amigável, pois os agentes daquela unidade tentaram impedir a entrada dos detentos no CDP como cumprimento à greve. Segundo o diretor da Cadeia de Penápolis, o delegado Hewerado, Weber Gonçalves, o comboio com os 20 detentos saiu de Penápolis por volta das 10h00 escoltado por policiais militares e uma equipe do Grupo de Operações Especiais (GOE) de Araçatuba, além do diretor, que acompanhou os trabalhos. Também ocorreu a tentativa de transferência de 12 presos de Catanduva. Ao chegar ao CDP, os policiais encontraram uma barreira formada por agentes e os portões da unidade fechados, impedindo a entrada do comboio. De acordo com o delegado, o diretor do CDP de Rio Preto não se opôs em recebê-los, no entanto, se a entrada fosse forçada pelos policiais, ainda assim não haveria ninguém que poderia encaminhar os presos às celas e assinar os documentos necessários para a transferência. “Isso porque mesmo com a aceitação do diretor do CDP, os agentes se negavam a levar os presos à suas respectivas celas, então a entrada no CDP não podia ocorrer à força, já que depois não haveria o que fazermos”, explicou. 

Espera
Como as negociações foram complicadas no período da manhã, já que os agentes permaneciam irredutíveis, o comboio de presos de Penápolis teve que retornar à cidade. “Tivemos que fazer isso por os presos estavam trancados em um carro fechado sob o forte calor, gerando reclamações, pois alguns deles estariam passando mal”, disse o Heweraldo. Após a saída do comboio de volta para Penápolis, o delegado permaneceu em Rio Preto para novas negociações. Por causa disso, um Boletim de Ocorrência foi lavrado contra os agentes penitenciários pelo fato de se recusarem a receber os presos. Após novas negociações, o delegado de Penápolis pediu para que o comboio de presos da cadeia local retornasse a Rio Preto, alegando que a transferência se tratava de Ordem Judicial e que por isso deveria ser cumprida. Por conta da determinação, a Secretaria de Administração Penitenciária (SAP) precisou intervir nas negociações. No fim da tarde, a transferência só foi concluída depois que os diretores geral, Alecssandro Junios Petek, e o de disciplina, Walcrei Edilson Bosso, quebraram, com golpes de marreta, o cadeado e a corrente que fechavam os portões da unidade. Os presos só foram recebidos na unidade depois que os poucos agentes penitenciários que não estavam em greve se prontificaram em recebê-los. 

Cadeia de Penápolis
Segundo o delegado e diretor da Cadeia de Penápolis, Heweraldo Golçalves, os detentos no local ainda são cerca de 60, sendo que a exigência é de que permaneçam apenas os que correspondem à capacidade máxima da Cadeia, 30 presos. Segundo ele, o fato da Justiça conceder os cinco dias de prazo para que as transferências sejam concluídas, e assim desafogar a unidade, facilita para resolver o problema. A expectativa, segundo ele, é de que na próxima semana novas transferências sejam realizadas, atendendo a exigência. “Mesmo com a greve dos agentes penitenciários, ainda temos os Centros de Ressocialização que estão recebendo detentos, o que pode nos ajudar com as transferências de alguns presos”, comentou. Além disso, o delegado, conta com o apoio da Fundação Casa, pois existem menores que estão na Cadeia de Penápolis que poderão ser transferidos em breve, já que a Fundação continua operando normalmente. Existe a situação de determinados detentos que podem ser liberados pela Justiça conforme lei vigente, o que também ajudaria no desafogamento da cadeia, cuja situação hoje é considerada tranquila, apesar da superlotação de detentos determinados pela Justiça.

(Rafael Machi)

 

Greve continua e visitas são liberadas

O Sindicato dos Agentes Penitenciários do Estado de São Paulo (Sindasp) informou que em assembleia ficou decidido  manter a greve, que hoje chega em seu 13º dia. O sindicato informou que as visitas de parentes de presos nas penitenciárias serão liberadas neste fim de semana. A greve é contra o Governo, e não contra os presos e seus parentes, assim não teria motivos para impedir a visitação às unidades. Na Penitenciária Compacta de Avanhandava muitas pessoas saem de cidades da região metropolitana de São Paulo para visitar parentes presos na unidade. Em nota o Sindasp lamentou a expedição de ordens de prisão contra os agentes. Segundo o sindicato, os diretores das unidades prisionais vão até as delegacias e registram um boletim de ocorrência contra os agentes que estão se negando a realizar as funções nas unidades, sendo que automaticamente os delegados abrem inquérito e os juízes expedem as ordens de prisão. Em nota de repúdio publicada ontem, o Sindasp falou sobre truculência e o desrespeito com que o governo trata os seus trabalhadores, quando opta pela força da polícia ao invés de privilegiar o diálogo. “Virar as costas para os problemas do sistema prisional e tentar sufocar e intimidar os trabalhadores somente trarão consequências irreparáveis e irreversíveis para o sistema penitenciário”.

(RM)

 


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