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Diário de Penápolis

Cidade & Região

06/09/2014

Acordo encerra a greve de funcionários na Santa Casa

Rafael Machi Acordo encerra a greve de funcionários na Santa Casa Da esquerda para a direita – O presidente do SinSaúde, Erivelto; o prefeito Célio de Oliveira e o presidente da Irmandade, Antônio Oberg, apresentam propostas aos funcionários da Santa Casa

DA REPORTAGEM

Depois de quatro dias de greve os funcionários da Santa Casa de Misericórdia de Penápolis voltaram a trabalhar depois de aceitarem proposta realizada pela Irmandade do hospital na manhã de ontem. Mais uma vez a Santa Casa recorreu à Prefeitura Municipal de Penápolis, que interviu financeiramente a fim de amenizar o problema. Segundo o presidente do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Serviços de Saúde de Araçatuba e Região – SinSaúde, Erivelto Correa de Araújo, o reajuste previsto é de 9.34%, e já é válido para o mês de setembro, no entanto, a diferença no valor deverá ser paga somente com o 13º salário. “O salário que os funcionários receberão no mês de outubro será com o valor reajustado, no entanto, a diferença que já deveria vir no pagamento de setembro será pago somente com o 13º, foi um pedido da Santa Casa para poder se programar financeiramente, e nós aceitamos”, afirmou o presidente durante assembleia realizada com os funcionários. Antes de serem finalizados os acordos, representantes da direção do hospital, da Irmandade e do sindicato estiveram reunidos com o prefeito Célio de Oliveira (PSD), ocasião que ele comunicou aos funcionários os acordos estabelecidos, e que o reajuste salarial será possível através de parceria entre a Santa Casa e a Prefeitura. O acordo entre o hospital e o Poder Público prevê o início de uma prestação de serviços da Santa Casa ao município, entre eles o uso de autoclave para a esterilização de materiais da saúde e o fornecimento de alimentação para os funcionários do Pronto Socorro. “Quando a direção da Santa Casa nos procurou queriam que aumentássemos o repasse feito ao hospital mensalmente, o que não aceitei. Foi aí que ofereci a proposta da prestação de serviços, pois teria que ter algo em troca”, afirmou o prefeito. Ainda segundo ele, mesmo com o acordo firmado, a administração terá que estudar como poderá iniciar o convênio com a Santa Casa. “Teremos que partir para a formalização deste processo. Hoje temos contrato com uma empresa que fornece a alimentação para o Pronto Socorro, então teremos que ver como faremos a recisão do contrato para assumirmos este convênio”, ressaltou. Com isso a prefeitura terá que desembolsar mais R$ 30 mil pela prestação de serviços. O presidente do SinSaúde aproveitou a oportunidade para agradecer ao emprenho do prefeito. “Ele foi uma pessoa muito solícita, que realmente esteve preocupado com a situação a qual conversamos por diversas vezes. Ele realmente foi um grande amigo da Santa Casa”, enfatizou Erivelto. Também esteve presente na reunião o presidente da Irmandade, Antônio Carlos Oberg. Diante dos funcionários, ele ressaltou o compromisso de lutar por melhorias na Santa Casa. “Estou muito bem de saúde e agora volto à Santa Casa para cumprir o papel a mim confiado. Vou estar sempre presente e lutando para que consigamos reerguer nossa Santa Casa, oferecendo saúde de qualidade e melhores condições de trabalho aos nossos funcionários”, ressaltou. 

Repasses
Segundo divulgado pela Prefeitura, em 17 meses de exercício na atual administração, o Poder Público já passou R$ 5 milhões à Santa Casa. Levantamentos feitos pela Secretaria de Finanças da Prefeitura, em 2013, apontam R$ 400 mil a mais em relação a 2012. Os números divulgados mostram também que durante o exercício de 2012 a Santa Casa de Misericórdia recebeu da Prefeitura de Penápolis (para manutenção - prioritariamente pagamento de salários, e pagamento de alguns serviços) um total de R$ 3.176.497,57. Já em 2013, os valores repassados pela administração municipal somaram R$ 3.621.983,10, portanto R$ 445.485,53 a mais que no ano anterior. Já nos seis primeiros meses deste ano, o montante já ultrapassava R$ 1,5 milhão. “Infelizmente estamos no nosso limite, sendo que a Prefeitura não tem mais condições de realizar mais repasses para a Santa Casa”, disse Célio. Para ele, a solução é a melhor estruturação administrativa da entidade. “Quando há um problema financeiro na Santa Casa a direção não pode simplesmente ir a meu gabinete e pedir mais dinheiro. Esta é a terceira vez que a Prefeitura atua diretamente na resolução de problemas da Santa Casa. É necessário um trabalho para que o hospital possa andar com as próprias pernas. A Prefeitura irá sim ajudar em tudo aquilo que for possível, mas tenho que cuidar dos meus dois mil colaboradores e dos 61 mil habitantes da cidade”, finalizou Célio.

(Rafael Machi)


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