03/07/2016
Pacientes possuem seus próprios quartos e são acompanhados por equipes técnicas
DA REPORTAGEM
Com intuito de promover a integração entre seus pacientes e a sociedade, o Hospital Espírita João Marchesi inaugurou nesta sexta-feira (01) sua 4ª Residência Terapêutica, cujo objetivo receber pacientes com transtornos mentais para que possam morar em um ambiente mais aconchegante e independente, tendo seus próprios objetos. De acordo com a administradora do HE, Vasti Gonçalves, nesta nova residência, localizada na Vila Edjama, são 10 novos pacientes acomodados que recebem todo acompanhamento necessário. “Na Residência Terapêutica, os pacientes passam a residir de forma normal, como qualquer outra pessoa. Entretanto, eles passam a contar com acompanhamento 24 horas, sendo alguns cuidados necessários, contando com equipe técnica composta por enfermeiros, serviços gerais, entre outros”, comentou. Segundo ela, o fato de um paciente sair do HE e ir para uma das quatro residências é uma grande vitória para ele. Isso porque ele deixa de vivenciar o ambiente hospitalar, e passa a ter um ambiente totalmente diferente, voltado para uma residência como outra qualquer. “Quando um paciente entra em uma dessas residências, ele passa a ter uma inserção na sociedade. Aqui ele pode sair com um acompanhante para comprar um pão, por exemplo, dar uma volta nas proximidades da casa e interagir com vizinhos”, explicou.
Ainda de acordo com a administradora, a ideia de se realizar residências terapêuticas, no início, era visto com certo receio por parte dos vizinhos por se tratar de pacientes com distúrbios mentais, mas que aos poucos ganhou a confiança e o carinho de todos. “Os vizinhos ficavam receosos no início, mas eles iam percebendo que não existe riscos e que a interação faz muito bem para eles. Hoje os pacientes são vistos de forma carinhosa e respeitosa. Sabemos até de um vizinho de uma das residências que tinha receio e era contra o projeto ao lado de sua casa, mas que hoje nos ajuda muito, inclusive com doações, o que nos deixou muito contentes”, revelou.
Desvinculação
Já o presidente do HE, José Paulo Lopes, explicou que não são todos os pacientes que têm o direito de ir para uma Residência Terapêutica, mas que os escolhidos passam por um processo de desvinculação do hospital e também por diversas avaliações. “São pacientes que não possuem vínculos familiares e que estão a mais de dois anos em tratamento. Antes de sair, eles passam por um convívio entre eles em uma residência dentro do HE, onde já passam a ter todo o tratamento que terão nas residências, funcionando como uma preparação para esta nova fase, além de passarem por avaliações clínicas e psiquiátricas”, afirmou. Quando os pacientes são inseridos na residência, eles são desvinculados ao HE. Para tanto, eles passam a ter tratamentos de saúde como qualquer outro cidadão, freqüentando as unidades de saúde a qual pertence à residência no bairro e também o Centro de Atenção Psicossocial (Caps) do município. Outra vantagem é que cada paciente passa a ter a liberdade de escolher como usar o dinheiro de seu benefício. “Desta forma, o próprio paciente passa a escolher o material de higiene pessoal que quer utilizar, e até mesmo se quiser comer um lanche ou uma pizza ele passa a ter esse direito de comprar, claro que tudo dentro de suas condições e com o devido controle da equipe técnica”, ressaltou Lopes.
Cada residência recebe verbas de R$ 20 mil do Estado para se manter, entretanto, esse valor ainda não é suficiente para todo o trabalho necessário. “Temos que levar em consideração o fato de que nem todos os moradores recebem benefícios, então temos gastos básicos com eles, além de folha de pagamento, material de limpeza, alimentação, aluguel do imóvel, água e luz. Então procuramos suprir essas necessidades através de doações recebidas, de nosso trabalho de telemarketing e outras campanhas realizadas ao longo do ano”, afirmou o presidente. Além disso, o governo não autoriza que a vaga, antes ocupada por um paciente até sua ida para a residência, se mantenha aberta. Desta forma, para cada paciente incluso na residência, sua vaga não pode ser ocupada por outro paciente que necessite tratamento no hospital. Hoje o Hospital Espírita João Marchesi possui 58 pacientes em sua unidade e cerca de 100 funcionários diretos.
(Rafael Machi)
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