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Diário de Penápolis

Cidade & Região

21/08/2008

Avanhandava: "Não é uma religião difícil de seguir", diz a muçulmana Adriana

Adriana Queiroz de Mello, 34 anos, está há pouco mais de um ano em Avanhandava, onde vive com o marido Maximilian e as filhas. Uma delas se chama Amnah. Maximilian leciona inglês em São Paulo. Quando ainda residia na capital do Estado, o casal se converteu à religião muçulmana. Isso foi há mais de 4 anos. Antes, ela era evangélica. "É uma religião simples, e ao contrário do que muita gente pensa, não é uma religião difícil de seguir", define Adriana. "Não tem pastor, não tem ninguém que fica pregando, é uma religião diferente", completa a muçulmana.  Diferente mesmo. A diferença começa pelo vestuário, que desperta curiosidade das pessoas. As mulheres principalmente tem o costume de andar com o corpo coberto e um véu (denominado Hijab) cobrindo a cabeça. "Isso chama a atenção das pessoas quando ando na rua, mas tenho uma boa convivência em Avanhandava, cidade que estou aprendendo a gostar", disse Adriana à reportagem. Para superar o problema do clima da região, Adriana diz que como as roupas são quentes procura sair no período da manhã para comprar alguma coisa no comércio. Nas orações outra diferença de algumas religiões. São cinco orações ao dia, geralmente feita sobre um tapete que é estendido voltado para a direção de Meca, cidade árabe considerada santa pelos muçulmanos. Uma das orações é feita antes do sol nascer e outra ao anoitecer. Adriana explica que os adeptos da religião muçulmana não comemoram o natal e nem o ano novo. "´Para nós é um dia como outro qualquer", conta. Segundo ela, os muçulmanos comemoram duas datas no ano, sendo uma delas a festa do ramadã, em que jejuam do nascer do sol ao pôr do sol durante um mês. Com o jejum, ela conta que chega a emagrecer por volta de 3 quilos nesse período. "É um mês de agradecimento", relata. É uma religião que permite ver TV, acessar a Internet, como outra qualquer", diz Adriana. Uma das coisas que segundo ela a religião não permite de maneira alguma é ter o porco ou seus derivados na alimentação. (OV)

Foto: Adriana com a filha


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