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Diário de Penápolis

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01/10/2008

Tribunal absolve réu de acusação

O Tribunal do Júri de Penápolis inocentou ontem o réu Fábio César Gomes da acusação de tentativa de homicídio praticada contra Márcio Silva, ocorrida por volta das 16h20 do dia 17 de dezembro de 2002. O crime, conforme o que foi apurado pelo Ministério Público, aconteceu no bairro Haroldo Camilo, residência do irmão do réu, Flávio José Aparecido Gomes, que no inquérito também aparece como acusado. Márcio, por envolvimento em um crime, encontra-se atualmente preso na Cadeia Pública de Penápolis. Presidido pelo juiz Rodrigo Chammes, o Conselho de Sentença foi formado por cinco mulheres e dois homens. Na acusação atuou o promotor de Justiça Dório Sampaio Dias e na defesa o réu contou com os trabalhos do advogado Joel Pereira Gomes. Coube ao próprio promotor, por entender que o réu agiu em legítima defesa e de seu irmão, pedir ao Conselho de Sentença pela sua absolvição, o que acabou ocorrendo. Os trabalhos, que tiveram início às 09h30, terminaram por volta das 12h.
 
O crime
Fábio, que ontem apareceu na condição de réu, em um outro processo, que também foi julgado este mês, estava na condição de vítima de uma tentativa de homicídio. No caso onde foi vítima, ele, ao lado de outras duas pessoas sofreu um atentado a tiros no mesmo bairro. No julgamento de ontem, Fábio e seu irmão, Flávio José Aparecido Gomes, eram acusados de tentativa de homicídio contra Márcio Silva. Devido ao desmembramento do processo, Flávio será julgado em data ainda a ser anunciada. No citado dia e horário, conforme o que foi apurado pelo Ministério Público, Fábio efetuou um disparo com uma espingarda e atingiu a vítima com golpes de madeira. O tiro atingiu as costas de seu oponente. Ao depor em juízo Fábio destacou ter visto naquela tarde a vítima brigar com o irmão. Na intenção de defendê-lo, ele apanhou uma espingarda que teria disparado acidentalmente, atingindo Márcio que ficou ferido nas costas.

Depoimento
Ao depor ontem Fábio confirmou as versões que havia dado em fases anteriores do processo. Naquele dia, segundo as versões apresentadas, Márcio, que conta com passagens pela Polícia e é tido como pessoa violenta, teria pegado uma carriola do irmão do réu. Ao devolve-la, os dois teriam se desentendido. Consta no processo que Márcio - na condição de cunhado de Flávio - residia de favor sobre uma laje nos fundos da casa do acusado. Devido ao comportamento de Márcio, entre eles andar pela casa expondo suas partes íntimas, ocorriam conflitos entre as partes. O fato de Márcio ter pegado à carriola aguçou ainda mais a situação. Os dois teriam entrado em luta corporal e Fábio se apossou da espingarda que teria disparado acidentalmente a uma distância de cerca de oito metros. Como os dois estavam atracados, a possibilidade de ele ter atingido o irmão foi grande. Os irmãos após o disparo, jogaram a espingarda no chão e fugiram para um matagal onde ficaram escondidos. (SRF)


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