07/08/2009
A Polícia Civil de Coroados está investigando um homicídio que, ao que tudo indica foi cometido no dia 23 de julho numa casa de prostituição em Penápolis. Entretanto, apenas com o início das investigações chegou-se a esta conclusão, já que nenhum boletim de ocorrência foi registrado. Três mulheres assumiram a autoria do homicídio da jovem, identificada apenas como Fabiana, a Duda, e confessaram que abandonaram o corpo em um canavial, no bairro rural Caximba, em Coroados. Segundo informou o delegado Alessander Lopes Dias, uma das envolvidas no homicídio, Marilza da Silva, se entregou à polícia e disse ter segurado Duda durante uma briga, momento que Jânia Sirqueira da Silva acabou desferindo uma facada nas costas da vítima. Com o golpe, a jovem caiu no chão, mas ainda conseguiu se levantar. Uma outra mulher, Luciana de Souza Javarezzi também participou do homicídio. Ela teria jogado Duda em um colchão após atear fogo. Os documentos da vítima foram dispensados no ribeirão Baixotes. O delegado informou ainda que o trio passou a dar cadeiradas em Duda. Um golpe, possivelmente de facão na região posterior ao crânio, que gerou inclusive exposição de massa encefálica, teria sido a causa efetiva de sua morte. A vítima era morena, de cabelos pretos, trajava calça jeans, camisa branca e estava descalça. O corpo, quando foi encontrado no canavial, estava enrolado em um edredom e cobertor azul. No local havia também uma enxada, enxadão, escavadeira e uma pá nas proximidades da mulher, acreditando-se que as ferramentas seriam usadas para enterrar o corpo. A polícia ainda não encontrou os familiares de Duda. Para encontrar sua cidade de origem, o delegado encaminhará a impressão digital aos IIRGDs (Institutos de Identificação Ricardo Gumbleton) dos estados do Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e São Paulo. A mulher está enterrada numa cova rasa do cemitério de Penápolis. O caso ainda continua em investigação pela polícia de Coroados. Há ainda suspeita do envolvimento de outras pessoas neste crime. Caso seja confirmado, os envolvidos serão indiciados por homicídio qualificado consumado, tendo a pena de até 30 anos de prisão. Segundo o médico legista do IML (Instituto Médico Legal) de Penápolis, José Gonçalves Edvard Pardi, um exame necroscópico feito apontou que a mulher teria sido cruelmente espancada, sendo identificadas agressões múltiplas em seu corpo, como queimaduras e outros ferimentos causados por armas brancas. O médico legista assegura, ainda, que não havia qualquer sinal de abuso sexual, bem como a mulher também não estava grávida. O laudo conclusivo ficará pronto em três dias. (IA)
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