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Diário de Penápolis

Cidade & Região

30/09/2011

GREVE: Somente o Bradesco continua operando em Penápolis

DA REPORTAGEM

 

O Sindicato dos Bancários de Lins, através do Secretário José Luiz do Valle, o Zé Lú, confirmou na tarde de ontem que 90% dos bancos de Penápolis estão com suas atividades paralisadas por tempo indeterminado. Ele informou que uma assembléia foi realizada na manhã de ontem, 29, e que os bancários que ainda exerciam alguma atividade também paralisaram seus serviços. Somente os funcionários do Bradesco ainda não aderiram greve que atinge todo o País.

"Os 10% que ainda não conseguimos atingir são justamente eles, mas estamos certos de que também poderão participar conosco da busca pelos nossos direitos", afirmou. Uma nova assembléia deverá ser realizada na manhã de hoje para decidir novos rumos das paralisações. Caso seja de interesse dos bancários em greve, uma manifestação deverá ser feita defronte o banco Bradesco convidando os funcionários para que paralisem suas atividades. "Ainda não está definido, mas vamos decidir se iremos realizar o convite de forma ordeira", ressaltou Zé Lú.

Penápolis possui 132 bancários. Com a adesão de 90% deles, estão paralisados os serviços do Santander, Banco do Brasil, Itaú, HSBC e Caixa Econômica Federal. Este último teve seus trabalhos paralisados após a assembléia de ontem quando os funcionários aderiram à greve. A reportagem do Diário tentou entrar em contato com a assessoria de imprensa do Bradesco, porém, até o fechamento desta edição, não obteve resposta. A greve em Penápolis é por tempo indeterminado conforme a paralisação em todo o País. Os serviços bancários, nas agências fechadas, podem ser feitos apenas no caixa eletrônico, restringido às movimentações cabíveis ao equipamento.

 

Negociações

A greve iniciada segunda-feira, 26, já se estende por 25 estados em todo o país tendo, ao menos 6.248 agências bancárias e centros administrativos em todas as cidades que já aderiram ao movimento. A estimativa do Sindicato dos Bancários de São Paulo é só na região metropolitana de São Paulo, mais de 22,5 mil trabalhadores cruzaram os braços e fecharam 750 agências. Eles pedem maior participação nos lucros, contratação de mais empregados, melhores condições de trabalho, além de 5% de aumento real nos salários. Os trabalhadores pedem ainda reajuste real de 5%, vale-alimentação, vale-refeição, 13ª cesta e auxílio creche/babá de um salário mínimo (R$ 545), PLR (participação nos lucros) de três salários mais R$ 4.500, piso salarial de R$ 2.297,51.

As instituições financeiras oferecem reajuste de 8%, sendo 0,56% de aumento real sobre o salário; PLR de 90% do salário, mais parcela fixa de R$ 1.186,66, limitado a 7.741,12 ou 2,2 salários, limitado a R$ 17.030; e PLR adicional de 2% do lucro líquido, dividido igualmente entre os bancários, limitado a R$ 2.587. (Rafael Machi)

 


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