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Diário de Penápolis

Cidade & Região

16/03/2011

Higiene deve ser observada na compra da água mineral

Rafael Machi Higiene deve ser observada na compra da água mineral A água deve ser manipulada exclusivamente por um funcionário responsável sempre em comércios que atendam as normas da Vigilância Sanitária

DA REPORTAGEM

Quem compra água mineral ou natural de galão visando saúde e higiene deve estar atento quanto à venda irregular do produto em depósitos de gás de cozinha, postos de gasolina, borracharias ou locais não autorizados para esse tipo de atividade. Isso é o que alerta a Vigilância Sanitária de Penápolis. Vários procedimentos são adotados desde a captação até o envasamento do produto para que se atendam às normas sanitárias, mas só isso não basta para que a água chegue ao copo do consumidor de forma segura. Afinal, de nada adianta ter todos os cuidados na indústria se, durante o transporte e venda do produto, os devidos cuidados também não forem adotados. Em Penápolis, segundo o chefe da Vigilância Sanitária e Epidemiológica de Penápolis, Vlademir Marangoni Filho, nenhuma empresa da cidade foi autuada por irregularidades com o manuseio e estocagem do produto. Alguns cuidados são necessários para que se tenha uma água de qualidade. Na loja, os produtos devem estar isolados do sol para não correrem o risco de haver proliferação de fungos. É necessário observar também a limpeza da empresa para que devidas impurezas não contaminem os galões, além do lacre se segurança que não pode estar rompido no momento da compra. “A loja deve zelar pelo produto que está sendo vendido, por isso é importante que atenda as normas da Vigilância Sanitária para que possa oferecer um produto de qualidade para seus clientes, é preciso também ter a licença de funcionamento”, ressalta Marangoni. Em casa também é importante o consumidor adotar algumas medidas de higiene, como limpar o galão de água com cloro antes de colocá-lo no bebedouro cloro. “Quando a pessoa coloca o galão no bebedouro, parte do recipiente entra em contato com a água, fazendo com que possíveis bactérias sejam transmitidas”, comentou. 

Gás e Água
Para o chefe da Vigilância Sanitária o problema da comercialização de água em depósitos de gás e postos de gasolina reside no perigo da manipulação incorreta do produto. Muitas vezes o que acontece é a “contaminação cruzada” que ocorre quando os micro-organismos são transferidos de um local para o outro por intermédio de utensílios, equipamentos e mãos, portanto, a venda de galões de água deve ser feita por comércios especializados em produtos alimentícios ou manipulados exclusivamente por funcionários responsáveis pelas águas e em locais separados dos botijões de gás atendendo as normas da vigilância. Em Penápolis existem estabelecimentos que comercializam gás e água, porém, Marangoni explica que a venda dos produtos são feitas de forma separadas, tanto a manipulação como o armazenamento, correspondendo às normas e exigências da vigilância.  O transporte também deve ser feito de forma adequada, sendo que o botijão de gás não pode ser transportado junto com o galão de água. “Estamos sempre atentos trabalhando para garantir a venda de um produto com procedência de qualidade”, finalizou. (Rafael Machi) 


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